15 de mar de 2016

O milagre do ensino



Quando eu decidi ser professora eu soube, naquele momento, que precisaria estudar muito mais do que já tivera feito até então na vida. Encarei esse desafio como uma oportunidade de aliar duas coisas que amo, dialogar com pessoas e ler. No entanto não é somente ler, mas refletir também.
Negam aqueles que acham que quando se é professor já se sabe tudo, ao contrário, nós temos apenas a vaga ideia de onde procurar.
O professor é também aquele que constrói pontes entre o que se lê e o que se vive na vida real. Não que os livros não se originem de uma experiência real, mas em muitos casos, o leitor tem certa dificuldade de relacionar a teoria com a prática.
Pois é quando se transmite aquilo que foi assimilado e experienciado após leitura e reflexão, que mais aprendemos.
Ensinar é uma grande oportunidade de comunicar suas reflexões, de compartilhar aquilo que se acha que entendeu. No entanto, quando transmitimos ao outro, percebe-se que ele compreendeu de uma forma completamente diferente do que você havia entendido.
Ser professor é buscar mil e uma formas de comunicar algo de maneira que o aluno possa entender, compreender e assimilar.
Ser professor é a incrível capacidade de plantar ideias no outro de maneira que quando elas germinarem, produzirão grandes frutos que podem transformar a humanidade.
Ser professor é ter a permissão de descortinar o saber científico ou decifrar o código linguístico nas primeiras letras da infância.
Muitas vezes entramos em sala, passando por cima de inúmeras dificuldades e conflitos pessoais simplesmente pelo amor que temos ao próximo e pelo incrível desejo de vê-lo evoluir.
Então, se cabe ao professor à inata capacidade de influenciar, é fundamental que ele deposite o seu coração e o seu espírito a cada vez que adentrar em sala de aula, com um sorriso ou não, e então após dizer Bom Dia ou Boa noite, pegar a caneta ou o giz, pois é naquele instante que o milagre se faz.